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A história do Teatro
O teatro ocidental tem sua origem no teatro grego, que surgiu através de ritos em honra à Dionísio, o Deus do vinho. Para tornar o ator mais visível, eram usados sapatos plataforma altíssimos, túnicas amplas e máscaras, de tal forma que quando permaneciam parados por muito tempo, também representavam estátuas. Em Roma por questões políticas, os espetáculos teatrais eram permitidos através da mímica, ou seja, os sentimentos e idéias eram exprimidos através de gestos e expressão corporal. Os mímicos improvisavam em praças públicas e lugares ao ar livre; para fazerem críticas ao governo. Tempos depois na Europa, nasciam as estátuas vivas, seres humanos passavam a produzir-se como réplicas para criar um atrativo e meio de vida nas ruas. O que até hoje é muito comum e cada vez mais aprimorado. E na América, o mais comum foi o nascimento dos manequins vivos. O maior centro do capitalismo precisava chamar a atenção para as vitrines das lojas de forma diferente. Pessoas ficavam paradas durante horas na mesma posição utilizando as roupas à venda. Com o passar dos anos este tipo de encenação passou a ser comum na Europa, principalmente na Espanha e na América, principalmente nos Estados Unidos. Nestas transições e evoluções nasceu uma nova forma de expressão artística, quem diria que de tão antiga maneira de expressar-se, tornaria um forte mercado para promover produtos e marcas, chamar atenção para eventos e mesmo uma forma de arte inovadora. Aqui no Brasil houve um início fabuloso através do GRUPO VITRINE VIVA.
O Grupo Vitrine Viva Eu sou Simone, uma das integrantes deste Grupo que abriu um novo espaço artístico para o mercado brasileiro. Trabalhei como manequim vivo de 1985 até 1987 antes de iniciar no Grupo Vitrine Viva, que nasceu oficialmente em junho de 1988. Por acaso contrataram quatro pessoas desta área, que destacavam-se; para um trabalho em uma feira de moda. Na verdade nesta época haviam pouquíssimas pessoas que faziam este trabalho, e a proposta era para que permanecêssemos parados na vitrine, revezando. A formação inicial era Fran, Mahau, Cátia e eu. Logo que nos encontramos para ensaiar, começamos a ter idéias muito criativas. E os quatro apareciam na vitrine minúscula, fazendo estórias improvisadas, engraçadas e polêmicas e com uma grande inovação, com música. Foi então que percebemos que eram performances aprimoradas e que poderíamos nos destacar no mercado. E foi o que aconteceu, não só o stand foi o melhor da feira; como neste primeiro trabalho fomos convidados, (em plena época Pinochet); à trabalhar no Chile. Ao voltarmos batizamos o Grupo de Vitrine Viva e já havíamos criado vínculos de amizade e uma química profissional inexplicável. Convites para apresentações em TV, muitas apresentações por todo o Brasil, uma divulgação natural aconteceu. Nesta mesma época o que nos impressionou foi que criávamos, desde as mixagens para as trilhas sonoras como as interpretações em perfeita harmonia. Notamos que precisávamos unir arte com estratégias comerciais. O contratante precisava de algo para chamar a atenção, mas também precisava divulgar seus produtos. Neste momento passamos a comercializar a técnica de forma diferente. Criávamos um contexto para o produto e em seguida apresentávamos uma performance artística. Músicas nunca ouvidas pelo grande público, efeitos de iluminação e fumaça e então não eram só as vitrines o palco, passamos a nos apresentar em diversos locais. Implementamos na mímica as dublagens e outras habilidades que permitia mais evolução. E como não poderia deixar de ser a formação foi-se modificando. A Cátia, acabou deixando o Grupo em 1991, e no mesmo ano treinamos Andréa que ficou pouco tempo conosco saindo em 1992, saiu-se muito bem, mas nós estávamos em outro ritmo. Era difícil treinar alguém, perdíamos tempo, pois estávamos num estágio avançado de criatividade. Qualquer pessoa que entrasse teria que passar por um treinamento, além de agregar a harmonia que havíamos conquistado. Isso atrasaria a fase que vivíamos, assim resolvemos colocar uma boneca de verdade, uma manequim de vitrine, de nome Estática. Até 1995 foi esta formação, quando Fran também acabou saindo da equipe neste ano, eu e Mahau continuamos e colocamos mais bonecos e criamos outras produções e viajamos muito, divulgando em mais programas de TV em inúmeras apresentações. Até que em 1997 Mahau também acabou deixando o Grupo. Mas como a técnica já estava circulando em minhas veias; percebi que havia muito o que fazer, resolvi trazer a evolução que sempre brindou o Grupo Vitrine Viva. Por isso há sempre novidades para apresentar !!! Aprimorei os conhecimentos, estudando mais teatro, mais mímica, assistindo workshpos, peças, e tirando meu DRT como atriz profissional. Uma vitória para quem sempre lutou por um ideal, transformar a vitrine viva numa técnica respeitada e com conceitos, e não fazer apresentações sem um objetivo real. Assim nasceu uma outra fase da TÉCNICA. | |
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